sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Relacionar -se


O desapego divino se manifesta quando o eu inferior se afasta do drama que ele mesmo criou e permite que o eu superior observe e comente esse drama com clareza e sem emoções; honestamente, sem hesitação, de modo completo e irrestrito. Você vai saber quando esse processo está funcionando para você, porque não haverá mais nenhuma negatividade, julgamentos, raiva, vergonha, culpa, medo, recriminação, nem sensação de ter sido enganado. Haverá somente uma afirmação simples acerca das coisas reais. E essa afirmação pode construir uma grande iluminação!"Neale Donald Walsh, no livro Conversando com Deus


De cada evento de minha vida, dentro de meus relacionamentos, tenho procurado entender a lição contida. E a maior delas, talvez a mais difícil, é sempre a aceitação. Aceitar o outro como ele é. Enxergar e saber separar dentro dos fatos, o que é real e o que é imaginação, ou seja, o fato em si, o que é realidade e o que pode ser reflexo do que já vivi nesta vida, ou mesmo em outras etapas reencarnatórias.Muitas vezes ficamos parados em uma circunstância dramática que estamos vivendo, esquecendo de olhar para os outros aspectos positivos. Aquilo que nos tira a paz de espírito é sempre culpa de algo ou alguém, menos nossa. Não fomos treinados para olhar o fato e encarar o aprendizado por trás dele, e ver o que é tão óbvio: se está acontecendo comigo... sou eu que tenho que aprender alguma coisa. Negamos e ficamos na dor. Isso nos limita gerando uma enorme dor emocional. Iludimo-nos e tornamos nossa visão ainda mais estreita. Um exemplo muito comum disso é julgar uma pessoa que possui inúmeras qualidades e atitudes positivas, apenas por uma que achamos inadequada. Muitas vezes é alguém com um enorme currículo positivo, mas que será lembrado somente por algo de errado (aos nossos olhos) que cometeu. A negação da nossa responsabilidade destrói a realidade positiva e quando escolhemos ficar nela, acreditamos que aquilo que estamos sentindo, vendo ou pensando é a verdade. Percebemos apenas aquilo que queremos ver ou acreditar e ficamos na posição de vítimas, mas nunca na de algozes. É muito mais confortável, não resta dúvida, porém, menos construtivo!Olhar a vida através de lente imaginária nos apresenta uma realidade distorcida, aquela que não aceita a responsabilidade, os fatos e pessoas como realmente são, e ficamos perturbados. Se realmente praticarmos a fé que dizemos ter, alcançaremos um entendimento misericordioso, aquele que sabe que tudo acontece exatamente como deve acontecer. Colocamos nossa fé acima de qualquer obstáculo, aceitamos a vida e aproveitamos o aprendizado . Nada pode nos trazer mais paz e serenidade que essa atitude positiva. Qualquer outra será sempre a de tentar manipular e controlar a própria criação divina. Aceitar é reconhecer a realidade e sair da ilusão autocriada. "Entrega-te ao Caminho Interno sem racionalizar. Procura sentir as energias e entender com o coração os "sinais" que tua alma envia".

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Razão e Paixão


Vossa alma é freqüentemente um campo de batalha onde vossa razão e vosso juízo combatem vossa paixão e vosso apetite. Pudesse eu ser o pacificador de vossa alma, transformando a discórdia e a rivalidade entre vossos elementos em união e harmonia. Mas como poderei fazê-lo, a menos que vós mesmos sejais também pacificadores, mais ainda, enamorados de todos os vossos elementos?Vossa razão e vossa paixão são o leme e as velas de vossa alma navegante. Se vossas velas ou vosso leme se quebram, só podereis derivar ou permanecer imóveis no meio do mar. Pois a razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão, deixada a si, é um fogo que arde até sua própria destruição.Que vossa alma eleve, portanto, vossa razão à altura de vossa paixão, para que ela possa cantar, E que dirija vossa paixão a par com vossa razão, para que ela possa viver numa ressurreição cotidiana e, como a fênix, renascer das próprias cinzas.Gostaria que tratásseis vosso juízo e vosso apetite como trataríeis dois hóspedes amados em vossa casa. Certamente não honraríeis um hóspede mais do que o outro; pois quem procura tratar melhor um dos dois, perde o amor e a confiança de ambos.Entre as colinas, quando vos sentardes à sombra fresca dos álamos brancos, compartilhando a paz e a serenidade dos campos e dos prados distantes, então que vosso coração diga em silêncio: "Deus repousa na razão". E quando bramir a tempestade, e o vento poderoso sacudir a floresta, e o trovão e o relâmpago proclamarem a majestade do céu, então que vosso coração diga com temor e respeito: "Deus age na paixão". E já que sois um sopro na esfera de Deus e uma folha na floresta de Deus, vós também devereis descansar na razão e agir na paixão.